O “Teste de fidelidade” e a banalização cultural dos relacionamentos afetivos

Tudo o que há de mais ridículo e contraditório na televisão brasileira é o “Teste de Fidelidade.”

A esposa neurótica se sente traída porque o marido chega tarde em casa depois do trabalho ou sei lá, de ter olhado com o canto do olho para uma dessas periguetes que desfilam na praça à noite caçando uma pica para foder. Então, ela decide por o marido a prova expondo-o a tentação. Ela manda um e-mail pro tal programa que por sua vez arma toda a cena – coitado.

De repente, vem surgindo uma loira sexualmente deslumbrante. A campainha toca e ela vai atender. É o pobre “diabo” do suposto marido canalha que, sem saber está indo direto ao matadouro encomendado e conduzido por sua própria esposa.

A atriz, que faz o papel da sedutora – e por sinal muito feito – tenta de tudo para seduzi-lo, enquanto sua esposa assiste a todo esse espetáculo gravado sem o maior remorso de ter posto o seu marido a prova, juntamente com uma plateia entusiasmada e em delírio diante de um apresentador que, com o bordão “pára, pára, pára, pára” consegue segurar a audiência do telespectador que assiste a todo esse circo em casa sentado no sofá. Agora vamos analisar realmente os fatos:

A mulher arma uma cilada pro próprio marido traí-la em rede nacional, e depois, quem leva a fama é o próprio esposo enquanto que ela, depois de ter armado tudo sai como vítima dessa trama da vida real.

Dentro de uma relação a dois a mulher tem sido o pivô em mais de 90% dos casos (hipotético) em que há separação causada pelo ciúme. O homem chega tarde em casa – como já foi mencionado acima, – ou, o casal está feliz passeando na praça quando passa ao lado dele uma mulher rebolativa e sexualmente sensual. Mas ele então, movido pelo instinto inconsciente e involuntário, meio disfarçadamente com o canto do olho, então olha pensando que sua mulher pode não ter percebido. Puro engano. Num discreto beliscão… uma certa pisada na ponta do sapato, a casa caiu! Logo que entram no carro começa a discussão.

Em casa ela logo se estende por longos dias, meses, anos. Noites sem sexo, dias em mau-humor – uma tpm fora de época. Até que, cansado o marido cede e decide dar aquilo o que ela realmente quer, e não sabe. Ou o homem propõe o divórcio, ou trai a esposa por não aguentar mais essa situação. Afinal de contas, ninguém é de ferro! O homem muito menos pra ter que aturar uma difamatória universal baseada em certa porcentagem incalculável e restrita.

 

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