A verdade por trás do dito “casamento gay”

23 Países (entre eles o Brasil) já oficializaram a união estável e o casamento entre pessoas do mesmo sexo (Holanda – 2001, Bélgica -2003 – Canadá e Espanha – 2005, África do Sul – 2006, Noruega e Suécia – 2009, Argentina, Islândia e Portugal – 2010, Dinamarca – 2012, Brasil, França, Nova Zelândia e Uruguai – 2013, – Escócia, Inglaterra, Luxemburgo e País de Gales – 2014, Irlanda, Finlândia e Estados Unidos – 2015 e Colômbia). A questão que eu proponho a ser analisada não é de cunho religioso, mas político e sociológico cujos efeitos colaterais a longo ou, a curto prazo, serão simplesmente culturais e sociais, pois o que se tem como interesse principal nesse jogo político não é de fato a normatização do casamento em si, e sim os benefícios concebidos através do reconhecimento do mesmo, tais como o direito a adoção de crianças.

Sabemos que para se estabelecer uma relação matrimonial, ou conjugal entre indivíduos é necessário que ela esteja estabelecida sob três parâmetros, os quais são: grau, gênero e número sem os quais não haveriam papéis sexuais definidos.

Partindo desse princípio básico logo se conclui que, é perfeitamente anormal a mera suposição que a nós é imposta pelo governo  e pela mídia de que pessoas do mesmo sexo que se relacionam íntima e afetuosamente no sentido sexual venham a adquirir as mesmas funções e privilégios na sociedade que um casal hétero tende a desenvolver normalmente.

Já que a homossexualidade de um indivíduo é uma questão tão normal a ser considerada, por que não considerarmos também a pedofilia, a zoofilia, e tantas outras bestialidades; afinal de contas, deve ser da perfeita compreensão de todos que assim como o homossexual que sente atração por um ser semelhante dotado da mesma espécie e gênero, também os demais o sentem, e nem tem o direito de se queixar, pois essa é a natureza que os governa, não é?

Agora, de maneira geral o que podemos discutir de fato são os métodos históricos que ao longo dos tempos vem ocorrendo na sociedade em diversas frentes que nos impulsiona como um todo a continuarmos trilhando rumo à modificação do nosso ambiente social nas esferas suscetíveis.

Como mencionado acima, para se construir uma relação matrimonial é necessário que se estabeleça sobre grau, gênero e número e em decorrências advindas de gestores biológicos que se sucedem naturalmente faz-se imprescindível os agentes formulados em número, gênero, espécie e sangue para se legitimar a fórmula concretizada para que haja a manutenção das espécies. Sendo assim, para que se tenha uma verdadeira e legítima proteção das chamadas pequenas minorias no que se diz respeito ao entendimento do que seriam “novos arranjos familiares” faz-se necessário a notoriedade ao que se refere a proteção prioritária sobre o aspecto jurídico da chamada “família tradicional,” até mesmo para que assim não se extingue de vez todos os conceitos agregados ao original juntamente com o mesmo.

Na teoria do contrato social o casamento que sofrera em etapas severas transformações sobre tudo culturais ao longo das eras em que fora constituído se desvigora gradativamente por não se considerar necessário a fiscalização sobre o modelo unitário na manutenção e no amparo de qualquer que seja o projeto (s) em vigor e em via de expansão. Entanto, hoje colecionamos séculos de progressos e de regressos no tocante a família desde que as mudanças sociais influenciaram o destino incerto dessa instituição que é fundamental tanto para a consolidação quanto para qualquer tentativa de extinção de uma sociedade fixada em princípios morais estabelecidos sob uma ordem estável e atemporal.

O relativismo moral vem acompanhando todas essas transformações de perto como o agente responsável por causar todas as mudanças iguais ou distintas entre si mesmas na ordem social e econômica das coisas referentes ao contexto gregário, sobre tudo no ocidente causando ou provocando um rompimento não casual e no entanto gradativo dentre as partes da sociedade comum gerando assim um verdadeiro colapso ao círculo das classes antes outorgado sobre uma esfera – a religião – distribuindo-a em campos distintos da civilização levando a uma deterioração dos campos. E isso afeta o sentido das coisas diversas, e inclui naturalmente o próprio indivíduo na aplicação da inversão, deturpando é claro a percepção dos sentidos. Isso, sem dúvidas, não havendo por casualidade qualquer método de reversão somente progride avançando num retrocesso interminável diluindo o conceito auto superior de moralidade. Os pensamentos se divergem dentro de uma revolução interminável e a razão se torna algo autônomo de uma ordem específica apta a se pontificar sob a toga do historicismo filosófico dando margem ao conceito de que toda estrutura social poderia ser reformulada em seu tempo local.

Outro problema que surge com essa ideia de relativização autonômica de reconstrução da sociedade é a concepção moderna de contrato social, e isso é gravemente abrangente nas esferas sociais. A instituição do casamento que antes era vista sendo como um pacto entre indivíduos com esse surgimento das mudanças sociais passou a ser redefinido socialmente como um contrato cujos termos são estabelecidos pelos próprios agentes relacionados. E isso desmonta também certas tarefas ou características anteriormente atribuídas exclusivamente ao casamento como um pacto, entre tais a heteronormatividade, o patriarcalismo e a indissolubilidade do matrimônio.

Um outro problema que surge, mas econômico são os gastos públicos que são destinados a grupos organizados na sociedade sem o aval da grande população; são organizações minoritárias no entanto de viés totalitário penetradas em órgãos públicos e instituições de direitos humanos. Grupos gayzistas, feministas e abortistas vem trabalhando dia e noite incansavelmente com financiamento privado de grandes fundações meta capitalistas como “Open Society, Ford, MacArthur” e subsídios do governo pressionado por esses agentes da desordem e do caos que lutam em um jogo de cordas contra a população frente ao parlamento e o poder judiciário (STF) pondo em carta branca a própria Constituição Federal propondo (ou impondo) emendas e alterando leis anteriormente estabelecidas com base na moral para o bem estar coletivo.

Só no Brasil movimentos como o LGBT vem arrecadando do governo nesses últimos anos cerca de 312 milhões de reais, 3 milhões destinados a “Cartilha de Gênero” denominada popularmente como “Kit Gay” com o objetivo de reeducar nossos filhos ainda no jardim da infância a viverem num mundo totalmente desprovido dos pilares que ainda hoje sustentam a nossa sociedade (o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã.)

Nesse cenário de conflitos ideológicos surgem figuras desconstrucionistas como a filósofa norte-americana Judith Butler com o seu “Problemas de Gênero” abordando temas que envolvem a sexualidade. Em seu livro publicado em 1990 nota-se um tom feroz e agressivo dirigido ao conceito biológico acerca dos diferentes sexos (masculino e feminino) na tentativa de desconstruir os padrões fisiológicos e sociológicos da espécie humana. Ela, como outros no entanto entendeu que para se mudar uma cultura principalmente a enraizada na sociedade é necessário alterar e confundir a linguagem falada invertendo e substituindo o real significado e sentido das coisas, e por isso ela como todos esses agentes recorrem a linguagem retórica dotada de sofisma; o “gênero” então deu um novo sentido a “sexo” e assim facilmente desconstruido como verdade absoluta.

A ideologia de gênero traz consigo uma onda de desconstrução sem precedentes a altura. O seu objetivo é na verdade demolir todo e qualquer vestígio do que um dia foi (e o é) uma civilização enraizada na base sólida da cultura judaico-cristã que rompera com o relativismo moral pagão anterior ao advento da religião cristã que trouxe sérias mudanças que moldariam o caráter visionário do nosso mundo moderno – em especial no Ocidente. Devemos com clareza nos certificarmos que nenhuma forma do sujeito (agente) ou mesmo suas ações perpetuem e desse modo perdurem em nosso meio dentro desse sistema corroendo por dentro nossas afeições conservadoras que nos direcionam a uma sociedade sadia e livre de toda e qualquer ameaça real que for às tradições e bons costumes do que um dia fora e sempre o será uma civilização consolidada e firme em suas raízes cristãs erguida não sobre terreno duvidoso, mas sobre chão firme e consolidado à que resistamos a toda investida de ventos fortes sem titubearmos.

Um dos primeiros passos fundamentais para a tomada de controle de uma sociedade é reimplantar após a devastação, é claro, uma forma mais ambígua e dúbia de “moral” controversa com o único propósito que é o de satisfazer os projetos de dominação de uma elite oligarca e anticristã, antidemocracia e anticapitalista que anseia por trás dos bastidores por um poder maior e monopolizante.

A Revolução Francesa (1789-1799) como acontecimento teve sua contribuição incisiva pra que ocorresse essa mudança radical no caráter coletivo da sociedade. Em suas reivindicações estavam pautadas a deposição da igreja como agente moderador principal da ordem e da moral pública e a queda da monarquia, guardiã da cultura e tradição de um povo instituindo assim o laicismo causador do rompimento de relações intermediárias entre igreja e governo ou Estado. Nisso também gerou-se no processo as definições entre os que no parlamento apoiavam a monarquia e os que se juntavam a revolução e nesse processo deu-se origem ao que hoje conhecemos como denominados “direita” e “esquerda.” Além de movimentos de oposição extrema a Revolução Francesa tais como a “extrema-direita” que lutou pela permanência da monarquia e da igreja sobre o domínio da sociedade.

Não obstante, surgem de tempos em tempos pausados manifestações distintas e igualitárias em si mesmas causando distorções mínimas mas que se integram num conjunto de forma total em seu objetivo social causando uma única catástrofe desestabilizadora capaz de varrer da história perceptivamente consciente humana os valores que em si mesmos são agregados de modo pessoal ou coletivo em benefício da ordem enraizados no cerne da razão humana. Quanto as ações decretadas pelos movimentos aparentemente distintos ou controversos são executadas em determinações imediatas de caráter revolucionário ou por meios engenhados a  processos graduais de longo prazo.

De fato as leis específicas não estão caminhando de acordo com os princípios gerais, pois o que se dá a essa alteração é que os indivíduos não estão conseguindo mais com efeito natural das coisas discernir os fatos em suas ações coletivas ou individuais persuadindo a si mesmos de que em nome de um processo social aparentemente evolutivo é necessário o morticínio de sua própria cultura e valores gerais que trazem no DNA a sua identidade que na verdade será insubstituível por qualquer que seja o agente posterior a assumir o seu lugar vazio.

O casamento por si só pra existir é baseado nas leis naturais que incluem a possibilidade de procriação natural, e é preexistente as leis formuladas pelo governo, o que o torna imutável mediante a qualquer mudanças sociais que sofra com ameaças sobre tudo culturais. Sendo assim, o casamento gay ou qualquer outro aspecto isolado de tentativa ríspida ou severa de modificação do ambiente social é declaradamente uma investida sórdida e de muita má fé de se recriar um mundo paralelo àquilo que conhecemos como “fábulas infantis” ou “contos de fada.”

 

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