O feminismo e a decadência do capitalismo

Quanto vale a pena o seu investimento a longo prazo? Quanto custa pensar no futuro quando se trata de seu rendimento financeiro e sua sobrevivência e das gerações futuras? Quem vai pagar a conta?

As mulheres modernas estão cada vez mais demostrando que tem capacidade de competir e concorrer no mercado de trabalho com nós homens que antes dominávamos praticamente sozinhos, enquanto que nossas esposas se dedicavam ao trabalho doméstico – não remunerado – e cuidavam de nossas crianças em casa, lavando, passando e cozinhando. Nós fracassamos como homens, fornecendo aos nossos filhos uma geração frágil no qual a mulher anseia por despir-se de seu papel de mãe e dona de casa e em troca de uma vida pacata na cozinha pilotando o fogão e trocando as fraudas dos seus filhos pequenos enquanto labutamos para trazer nosso sustento pra casa, nossas mulheres almejam cargos de chefia numa multinacional ou uma firma local em que no encargo de sua função seja valorizado o seu talento em conduzir e administrar pessoas e finanças longe de seu doce lar.

Mas aonde foi parar aquele homem viril que dispunha a enfrentar feras e ultrapassar fronteiras e vencer desafios todos os dias por amor e dedicação a sua família que esperava ansiosa por seu retorno em segurança aos seus seios? Os reis, sacerdotes e imperadores que despertavam o desejo de seus súditos e clérigos agora são cinzas ao esquecimento, não mais serão lembrados nas praças ou nas ruas, não ultrapassarão as fronteiras de contos narrados por historiadores e contadores de fábulas até que toda a sociedade se desintegre, entregue às ruínas de um patriarcado falido e dissolvido em seu próprio orgulho. Com o fim decadente do velho machismo os valores da sociedade se degeneraram e se entregaram a todos os desleixos e toda sorte de sortilégios da vida sem regras e conduta moral inerente por si só, pondo em risco de extinção toda a nossa espécie.

Quando o primeiro pilar de sustentação da sociedade (a moral) entra em profundo declínio e ameaça ruir, todo o sistema segue-se após comprometendo a economia que por si mesma, sozinha não se vê capaz de aguentar todos os fardos que lhe restam e também desaba diante do desespero de homens e mulheres que abandonados ao acaso lutam pela sobrevivência voltados a si mesmos rompendo com o paradigma fundamental que desfeito separa homens e mulheres isolados em seus próprios egos inibidos pela não-razão do ser por não ser.

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