Uma breve definição do machismo

Mulheres do mundo todo – ou quase isso – tem se reagrupado em cada canto deste planeta com o santo desígnio de instaurar o tão almejado matriarcado sobre os escombros do antigo patriarcalismo. O que se diz por aí é que nós, os machistas somos tão ardilosos e hostis que subjugamos a nossa outra metade quase que sempre ou desde que o mundo é mundo e habitamos dentro dele. Seria isso verdade ou calúnia? Nossa necessidade de conquistar ou dominar pela força se tornou incontrolável desde que descobrimos que a mão que nos acolhe também pode nos servir, nem que seja pela sujeição. Desenvolvemos o nosso ego emponderado desde o início dos tempos com o propósito de dominarmos o outro ser extraído da nossa costela como parte inferior de nós mesmos, e com isso vivemos em função de encabrestar e saquear toda forma de vida ou existência no mundo. Mas o machismo não é sobre homens viris com peitos musculosos e pernas torneadas, é o termo linguístico ao qual nós adjetivamos o homem em sua masculinidade.

Ser homem ou masculino não se define pela condição sexual ativa ou pela cor da pele, pelos pêlos nos braços ou o tamanho do pênis. A masculinidade não se caracteriza por feições aparentes ou se limita ao propósito temporal da ação de um sujeito em seu próprio desígnio individual. Não é uma característica específica de um só da espécie que caracteriza o gênero de todos os demais como um todo concentrado no mesmo sexo. Ser homem é implicar questões de comportamento e ações que de maneira unificada se torna uma equação dando assim forma objetiva aos moldes definitivos ao que de formação se qualifica como tal.

Em todas as sociedades existentes desde as já extintas às mesmas que hoje habitam esta era presente ser um homem abarca em se comprometer com a proteção dos demais da espécie, quer mulheres ou crianças não importa qual o sacrifício. O suplício que nos acomete neste e em todos os tempos na história segue pungente em desconstruir com calúnias e infâmias nossa viril trajetória atulhada com sangue, suor e lágrimas à mercê de perspectivas altruísticas que nos exalta-nos mas que nos leva a uma condição de bode expiatório rente a sociedade e nos torna marginalizados por sermos “guardiões” ou “vigilantes” da ordem coletiva que de sobremodo perece lentamente aos desleixos ou descuidos de uma civilização sem o senso comum de que é melhor manter e zelar do que progredir sem a luz de um processo coeso com a própria mudança em diretriz à uma nova perspectiva mudando os conceitos base que sustentam a então civilidade entre os comuns. Essa atrocidade para com a nossa espécie tem conturbado seriamente as distinções entre os iguais e causado transtornos contumazes em proporções ampliativas deturpando as gerações as quais são submetidas a esse projeto de modificação da essência e exclusão da própria natureza humana.

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