A queda do homem moderno e o seu retorno à masculinidade

Nós homens estamos pagando por sermos tão desprovidos da capacidade de se autogerir. E por tal comodismo aquilo o que mais temíamos se personifica diante dos nossos olhos, dia após dia: o emponderamento de nosso outro ser – a mulher.

Constantemente temos nos deparado em situações diversas de confronto social a nível ético que nos coloca em um sério questionamento moral sobre “como?” Ou “por quê?”, mas o motivo de tudo estar de cabeça pra baixo acho que é realmente desnecessário tal resposta ser concedida, sem que analisemos na própria origem como isso se ocasionou.

Na história bíblica de Adão e Eva nós temos a explicação pra isso tudo o que está acontecendo entre o homem e a mulher, pois a mulher desobedeceu ao homem e o homem a Deus, porém o homem respondeu pela mulher (Gênesis: 3) e a mulher tal como o homem recebeu a recompensa devida por sua desobediência. Daí por diante os caminhos dos dois separadamente tiveram ramificações distintas quanto as manifestações rente aos seus próprios desafios nessa vida.

São Paulo, o apóstolo dos gentios como ficou conhecido disse: “As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor,

pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador. Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos.” – (Efésios 5:22,23 e 24). Embora muitos o criticam sem causa real com a explanação inexata e incoerente com os fatos históricos e filosóficos em questão Paulo de Tarso não quis em nenhum propósito ou hipótese estabelecer como norma de conduta ou convivência qualquer limites a mulher, mas adiante no texto fica claro o desejo intencional que Paulo tinha de proteger e garantir sua liberdade num ambiente dentro da sociedade garantindo a integridade sobre tudo moral de ambos dentro de um convívio a dois: “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível. Assim os maridos devem amar as suas mulheres, como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.

Certamente, ninguém jamais aborreceu a sua própria carne; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz à sua Igreja,

porque somos membros de seu corpo.” – (Efésios 5:25-30), e ao encerrar a sua admoestação – por que não? – conclui dizendo: “Em resumo, o que importa é que cada um de vós ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher respeite o seu marido.” – (Efésios 5:33) – dando um exemplo digno e plausível a todos os homens sobre como relacionar-se com sua esposa dando-lhe o devido respeito adequado e inviolável como regra de um relacionamento entre ambos tão distintos em sua própria forma e essência .

O homem moderno é excêntrico em sua deformidade desprovida do senso comum, e no entanto propenso ao deslizamento moral que corriqueiramente o desvia de seu curso destinado ao seu bem estar, e isso o faz vítima vulnerável ao seu próprio instinto masculino. Mas, qual será o antídoto para o homem moderno reverter essa situação infeliz em que se encontra? Qual seria o melhor ou mesmo o verdadeiro conceito que melhor defina ou restabeleça a masculinidade? Na atualidade, vemos tantas formas de se definir e se manter atrelado ao que um dia foi instaurado como sendo símbolo de uma simbiose perfeita entre o “ser” e o “divino” que com o tempo se rompeu à base de uma dissolução dos conceitos primitivos que os mantinha atrelados, e com isso também se dissipou de sua fronte ancestral. Desde então, a crise do homem atual vem se agravando quanto mais se distancia de sua forma original e se perde com o passar dos tempos.

O homem pode se perder de sua origem ou mesmo até por determinado desejo de se aventurar se afastar de quem foi um dia, mas isso não durará para sempre, pois o homem em resiliência está destinado a reconhecer o seu caminho de volta e se restituir como ser superior a todas as espécies a quem o deu o encargo de se sobrepor com diligencia e cautela ao seu domínio.

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